Entenda a importância do vestibular

Quando os políticos brasileiros lançam planos universitários gratuitos no exterior, eles tendem a identificar países europeus, como a Alemanha ou a Suécia, como exemplos notáveis.

Não é tão comum, o Brasil também oferece colégio gratuito aos seus cidadãos, e as faculdades gratuitas são de fato mais prestigiadas do que as instituições privadas que cobram mensalidades.

As faculdades públicas brasileiras, conhecidas como universidades federais, oferecem educação gratuita para alunos admitidos. No entanto, a maioria dos alunos que são aceitos nas universidades livres são predominantemente alunos de classe média ou ricos, em essência os alunos que já podem pagar a faculdade.

“Eu preferiria uma universidade pública, mas os exames de admissão são muito competitivos”, disse Claudinei Mota, estudante do colégio brasileiro, ao jornal The New York Times em 2014. “A maioria dos lugares é para graduados da escola privada, que estão melhor preparados”.

A importância do Vestibular

Milhões de estudantes brasileiros lutam por lugares em universidades federais de nível superior, onde um dos mais concorridos é o vestibular USP, mas normalmente são marginalizados por estudantes ricos cujas famílias têm dinheiro para enviá-los para uma escola secundária privada.

Esta discrepância entre os slots disponíveis e a matrícula dos alunos tem a ver com o crescimento rápido nos participantes da faculdade na última década.

“De 2002 a 2012, o número de alunos que freqüentam a faculdade no Brasil dobrou para sete milhões”, informou The Times.

Vestibular USP

Esse crescimento contribui para um déficit entre o número de alunos que procuram ensino superior e a quantidade de slots disponíveis gratuitamente.

“Você tem talvez 250.000 aberturas por ano em um país muito grande”, disse Edson de Oliveira Nunes, decano de políticas e desenvolvimento da Universidade Candido Mendes, ao Atlantic.

A escassez de opções no ensino superior, entre outras questões sociais, provocou protestos em 2013 antes da Copa do Mundo.

Por enquanto, os candidatos à faculdade são forçados a encontrar alternativas. No Brasil, as alternativas vêm na forma de escolas com fins lucrativos, que matriculam as três quartos de todos os estudantes universitários ou aproximadamente 5,3 milhões de pessoas, de acordo com o Atlântico.

O Enem

O Ministério da Educação e Cultura do Brasil (MEC) propôs em 2009 que as universidades usassem o ENEM, um exame nacional não obrigatório, como um teste padrão de qualificação para a entrada na universidade. O “novo ENEM”, como é conhecido, é composto por 180 questões de múltipla escolha em cinco áreas principais (ciências naturais, ciências humanas, matemática, português e inglês ou espanhol como língua estrangeira) e um ensaio.

O principal objetivo da proposta é democratizar o acesso ao ensino superior, as oportunidades para empregos federais, a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio. https://www.facebook.com/comosedarbemenem/posts/876416825843991

As universidades têm a autonomia para escolher se querem ou não usar o exame para substituir o vestibular USP, e se quiserem, também podem escolher a maneira como são usadas:

  • Como uma fase única, com um sistema unificado de seleção, eletrônico e on-line;
  • Como uma primeira fase;
  • Combinado com o teste da universidade (usando-o para admitir apenas uma parte de seus alunos);
  • Como uma única fase para as cadeiras restantes.